3 de julho de 2008

O contributo dos Ecomuseus para a Sociedade do Conhecimento e na Educação e Formação ao Longo da Vida

Actualmente, assistimos ao surgimento do conceito da Sociedade do Conhecimento, da Informação e até da Aprendizagem. A Sociedade do Conhecimento, deve-se ao processo de aquisição do conhecimento e estende-se por toda a vida, nunca termina e afecta não só o mundo do trabalho, como também a cidadania, a vida familiar, as novas gerações para viver criticamente a vida cívica, social e produtiva.
A Sociedade de Aprendizagem além de atentar-se para a transformação de informação em conhecimento, tem como premissa a educação continuada, ou seja, a transformação deve ocorrer num estado permanente como um meio para adquirir a autonomia. Neste sentido, entendemos a Sociedade da Aprendizagem como aquela que busca e experimenta práticas informativas, com o intuito de garantir o seu acesso e manipulação, gerando conhecimento, possibilitando a construção de cidadãos.
Perante isto, é muito importante referir o papel da educação na sociedade actual, em que não se cinge apenas aquela educação tradicional ministrada nas escolas e para as crianças. Hoje em dia, podemos entender a educação apenas como um privilégio ou um direito, ela constitui uma necessidade para todas as pessoas, mais jovens ou menos jovens, que têm que enfrentar a mudança, a um ritmo cada vez mais acelerado, na família, no emprego, na comunidade. Assim sendo, a “Aprendizagem ao Longo da Vida”, tem-se tornado a principal estrutura para a reforma educacional num grande número de países industrializados e desenvolvidos.
Desta forma, em 2000, a Comunidade Europeia, no “Memorando da Aprendizagem ao Longo da Vida”, definiu esta da seguinte forma, “… todas as actividades de aprendizagem que são empreendidas durante toda a vida, com os objectivos de melhorar o conhecimento, as capacidades e as competências, dentro de uma perspectiva social, cívica, social e/ou relacionada com o emprego…”.
Neste contexto de Aprendizagem ao Longo da Vida, pode-se referir o papel dos Museus, mais propriamente dos Ecomuseus. Na verdade, um Ecomuseu prolonga e reforça as diversas formas de actividade museológica, dando-lhe um “toque” das tradições locais em que o mesmo está inserido.
Desta forma, cabe ao Ecomuseu tentar cativar o seu público através de exposições, espectáculos, concertos que vão de encontro com as necessidades e interesses dos seus visitantes.
Actualmente vivemos num stress quotidiano, em que as pessoas vivem as suas vidas numa rotina, constante, neste sentido, era uma mais valia para os museus tentarem promover pontos de interesse para os seus visitantes, assim como o prolongamento dos horários para o fim – de – semana, e também para actividades nocturnas.
É essencial o Ecomuseu cativar o seu público, não pode apenas dedicar-se a adultos com elevadas qualificações, devem destinar-se a qualquer tipo de público e de faixa etária, desde as crianças à terceira idade.
Neste sentido, seria interessante para promover o Ecomuseu a criação de parcerias para com as instituições e associações em que este está inserido. Desta forma, seria importante divulgar as actividades realizadas nestas instituições e também uma forma de motivar as pessoas para visitarem os Ecomuseus e participar de uma forma activa nas actividades desenvolvidas no mesmo.
Pode-se concluir que perante a sociedade actual os ecomuseus têm um papel muito importante para divulgar a cultura e as tradições das regiões em que estão inseridos, assim como serem vistos como espaços educativos e ao mesmo tempo de formação ao longo da vida…

Sónia Fernandes 4º ano ASE

Bibliografia:

Comissão das Comunidades Europeias (2000). Memorando sobre a aprendizagem ao longo da vida. Bruxelas: CCE

PIRES, A. L. O. (2005). Educação e formação ao longo da vida: análise crítica dos sistemas e dispositivos de reconhecimento e validação de aprendizagens e de competências. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

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