A importância atribuída hoje em dia à educação ultrapassa em muito as paredes das escolas e as idades que tradicionalmente lhe são reservadas. Esta situação teve origem com o aumento da escolaridade obrigatória, a procura por parte dos cidadãos em aumentar os seus graus de conhecimentos, as novas exigências do mundo de trabalho, assim como, o aumento da competitividade nesta área. Este panorama levou a que a relação Escola-Museu fosse reforçada.
Sagués, citada por José Mendes, refere que “(…) até ao principio dos anos setenta [ do século XX] o termo educação era universalmente confundido, a nível popular, com escolarização. Quer dizer, a educação estava ligada a um sistema vinculado à idade, ao sistema educativo formal, que se estendia desde o primeiro ano do ensino básico até ao último do curso universitário. Desta forma, o nível de educação de uma pessoa dependia dos títulos obtidos em estabelecimentos de educação […] Só as escolas podiam educar, isto é, apenas elas podiam satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem das pessoas; isto podia conseguir-se durante o período escolar e para sempre; e, por último quem não conseguisse uma boa educação escolar era, por consequência, um “não educado”, um ignorante (…)” ( Sagués, 1999, Mendes, 2003, p. 7).
Porém, tal como foi dito, esta realidade descrita por Sagués mudou, o que faz com que instituições como Museus, bibliotecas, arquivos, teatros e associações, assumam uma importância acrescida. O crescimento da importância da Educação ao Longo da Vida fez com que os Museus começassem a prestar atenção a novos públicos: adultos em idade activa e pessoas livres de compromisso profissionais. (Mendes, 2003)
Segundo o estudo de uma revista inglesa 70% dos visitantes dos Museus são adultos, sozinhos ou acompanhados por pessoas da mesma idade ou menores. No entanto, os Museus ainda não apostam a 100% em programas educativos para estes públicos. Mendes sugere que se comecem a organizar mais frequentemente exposições sobre temas ligados a determinadas profissões, pois isso tratará um publico motivado e interessado em aprender algo mais sobre a sua actividade profissional. No entanto este público adulto exige alguns cuidados como, por exemplo, a flexibilidade de horários dos Museus em período pós-laboral.
Outra questão que se coloca aos Museus em relação aos públicos adultos é o aumento do tempo de lazer. A redução do horário semanal de trabalho tem permitido aos Museus programar nos seus espaços actividades que eram impensáveis à anos atrás: espectáculos musicais, teatros, conferências, entre outras, muitas vezes em horários nocturnos.
Um outro público adulto que agora começa a ter lugar na nossa sociedade é o sénior. O aumento da esperança média de vida e a diminuição da idade da reforma leva a que a chamada Terceira Idade, seja um período de tempo tão longo como o tempo dedicado à vida activa. Apesar de ser um dos públicos com mais competências, devido à experiência de vida, existem ainda uma série de temas que estes não conhecem ou não dominam. Por exemplo, as novas tecnologias são uma constante na nova sociedade e aqueles que não souberem, minimamente, lidar com elas podem ter algumas dificuldades a nível social. Cabe nesta situação, aos Museus que se propõem como instituições ao serviço da comunidade, desenvolver estratégias para, sozinhos ou em parceria com outras instituições, desenvolverem condições para que este público possa continuar a aprender.
Porém este público pode também contribuir para a função educativa dos Museus. Isto porque têm competências que muitas vezes interessam partilhar com os públicos mais novos.
Estando a sociedade a tornar-se num espaço competitivo, onde aqueles que mais têm e procuram competências são os que melhor sobrevivem nela, torna-se essencial à função educativa dos Museus desenvolver estratégias na área da formação. Isto para que, cada vez mais, os espaços museológicos sejam capazes de proporcionar momentos de educação não formal com qualidade a todos aqueles que os procuram, assim como, espaços de formação em que os conhecimento adquiridos neles são reconhecidos pelas restantes instituições.
Sagués, citada por José Mendes, refere que “(…) até ao principio dos anos setenta [ do século XX] o termo educação era universalmente confundido, a nível popular, com escolarização. Quer dizer, a educação estava ligada a um sistema vinculado à idade, ao sistema educativo formal, que se estendia desde o primeiro ano do ensino básico até ao último do curso universitário. Desta forma, o nível de educação de uma pessoa dependia dos títulos obtidos em estabelecimentos de educação […] Só as escolas podiam educar, isto é, apenas elas podiam satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem das pessoas; isto podia conseguir-se durante o período escolar e para sempre; e, por último quem não conseguisse uma boa educação escolar era, por consequência, um “não educado”, um ignorante (…)” ( Sagués, 1999, Mendes, 2003, p. 7).
Porém, tal como foi dito, esta realidade descrita por Sagués mudou, o que faz com que instituições como Museus, bibliotecas, arquivos, teatros e associações, assumam uma importância acrescida. O crescimento da importância da Educação ao Longo da Vida fez com que os Museus começassem a prestar atenção a novos públicos: adultos em idade activa e pessoas livres de compromisso profissionais. (Mendes, 2003)
Segundo o estudo de uma revista inglesa 70% dos visitantes dos Museus são adultos, sozinhos ou acompanhados por pessoas da mesma idade ou menores. No entanto, os Museus ainda não apostam a 100% em programas educativos para estes públicos. Mendes sugere que se comecem a organizar mais frequentemente exposições sobre temas ligados a determinadas profissões, pois isso tratará um publico motivado e interessado em aprender algo mais sobre a sua actividade profissional. No entanto este público adulto exige alguns cuidados como, por exemplo, a flexibilidade de horários dos Museus em período pós-laboral.
Outra questão que se coloca aos Museus em relação aos públicos adultos é o aumento do tempo de lazer. A redução do horário semanal de trabalho tem permitido aos Museus programar nos seus espaços actividades que eram impensáveis à anos atrás: espectáculos musicais, teatros, conferências, entre outras, muitas vezes em horários nocturnos.
Um outro público adulto que agora começa a ter lugar na nossa sociedade é o sénior. O aumento da esperança média de vida e a diminuição da idade da reforma leva a que a chamada Terceira Idade, seja um período de tempo tão longo como o tempo dedicado à vida activa. Apesar de ser um dos públicos com mais competências, devido à experiência de vida, existem ainda uma série de temas que estes não conhecem ou não dominam. Por exemplo, as novas tecnologias são uma constante na nova sociedade e aqueles que não souberem, minimamente, lidar com elas podem ter algumas dificuldades a nível social. Cabe nesta situação, aos Museus que se propõem como instituições ao serviço da comunidade, desenvolver estratégias para, sozinhos ou em parceria com outras instituições, desenvolverem condições para que este público possa continuar a aprender.
Porém este público pode também contribuir para a função educativa dos Museus. Isto porque têm competências que muitas vezes interessam partilhar com os públicos mais novos.
Estando a sociedade a tornar-se num espaço competitivo, onde aqueles que mais têm e procuram competências são os que melhor sobrevivem nela, torna-se essencial à função educativa dos Museus desenvolver estratégias na área da formação. Isto para que, cada vez mais, os espaços museológicos sejam capazes de proporcionar momentos de educação não formal com qualidade a todos aqueles que os procuram, assim como, espaços de formação em que os conhecimento adquiridos neles são reconhecidos pelas restantes instituições.
Bibliografia:
Mendes, J. A. (2003). Educação e museus: novas correntes. Retirado em Janeiro de 2008 do site: http://www.conimbriga.pt/conimbriga/Conimbriga/2003/7/1058873700/conferencia.pdf
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